Bursite trocantérica é tratada com medicamentos e fisioterapia
Uma das causas mais comuns de dor no quadril é a bursite trocantérica, uma inflamação de qualquer uma das bursas trocantéricas. É o fisioterapeuta Vitor Gomes dos Santos, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo,...
Uma das causas mais comuns de dor no quadril é a bursite trocantérica, uma inflamação de qualquer uma das bursas trocantéricas. É o fisioterapeuta Vitor Gomes dos Santos, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, quem explica. “A bursa trocantérica é um tecido sinovial localizado superficialmente ao trocânter maior, a parte do fêmur proximal que é saliente lateralmente no quadril. Todo indivíduo tem quatro ou mais bursas trocantéricas em cada quadril. Estas bursas funcionam como se fossem um ‘saco vazio’ sobre as proeminencias ósseas, facilitando o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. Bursite trocantérica é uma causa comum de dor no quadril e os pacientes frequentemente sofrem limitação nas suas atividades físicas e dormem com dificuldade”, diz ele.
Algumas pesquisas sugerem que não é somente a inflamação da bursa que causaria dor. As bursas trocantéricas, prossegue Vitor, possuem pequenos nervos em seu interior que irritados ou comprimidos podem causar dor. “Outras doenças podem evoluir com dor na região trocantérica, como a ruptura dos tendões abdutores. Por estes motivos, alguns autores têm sugerido o nome síndrome da dor trocantérica lateral em substituição a bursite trocantérica”, ilustra ele.
O fisioterapeuta explica que essa inflamação é causada por movimento exagerado dos tendões e fáscias sobre o trocânter maiore que a pressão direta pode causar ou agravar os sintomas. “Com a evolução da inflamação, a bursa progressivamente perde a sua função deslizante e engrossa suas paredes. Os pacientes com bursite trocantérica frequentemente apresentam uma ou mais das seguintes condições: doença na coluna lombar; diferença de comprimento entre os membros inferiores; doença na articulação sacroilíaca; artrose do joelho e entorse do tornozelo. Acredita-se que estas anormalidades possam alterar a marcha e consequentemente irritar a bursa trocantérica”, enumera.
A bursite trocantérica causa dor na lateral do quadril e na coxa, podendo causar dificuldade para caminhar. A pressão direta sobre a bursa aumenta a dor e é difícil deitar sobre o lado afetado. Por todas estas manifestações, a bursite trocantérica pode prejudicar o sono, evitar a realização de atividades físicas e reduzir significativamente a qualidade de vida. Vitor pontua que o médico poderá solicitar raio-x para excluir o diagnóstico de algumas outras doenças e que ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser muito úteis no auxílio do diagnóstico.
A boa notícia e que o tratamento não cirúrgico da bursite trocantérica alcança resultados satisfatórios na maioria dos pacientes, incluindo o uso de medicações, fisioterapia e infiltrações. “A cura da bursite trocantérica pode ser difícil de ser alcançada em alguns casos, o que não significa que não haverá melhora dos sintomas com o tratamento. Mas temos tido excelentes resultados no CREB. A fisioterapia associa medidas locais de temperatura com exercícios de alongamento dos tecidos que fazem pressão sobre a bursa.
Alterações na marcha e função muscular também podem ser corrigidas pela fisioterapia em alguns casos. O uso do Ultrassom, estimulação elétrica percutânea (TENS) ou terapias por ondas de choque (TOC) podem eventualmente ser indicados. A Terapia por Ondas de Choque oferece excelentes resultados para esses casos, melhorando em muito a dor. No CREB, temos a possibilidade de também indicar a hidroterapia assistida para esses pacientes, ajudando a melhorar a dor e a mobilidade”, finaliza ele.
Osteoartrite no quadril: dor pode irradiar para a coxa, nádegas e virilha
Dor no quadril e diminuição da amplitude do movimento são os sintomas mais comuns da osteoartrite.
A osteoartrite é uma doença degenerativa crônica, que provoca o desgaste das cartilagens dos ossos e que também é mais conhecida como artrose. Trata-se de uma das mais comuns doenças reumáticas que, ao contrário do que se imagina, não é exclusivo da terceira idade.
A dor pode irradiar para a coxa e joelho
“A osteoartrite do quadril progride gradualmente, até que seus efeitos passem a ser percebidos, podendo chegar a afetas as atividades diárias. É muito comum que o paciente sinta dor no quadril, na virilha, nas costas e na coxa também. Dor e rigidez na virilha, nas nádegas ou na coxa são sinais de osteoartrite do quadril. A dor pode irradiar para a coxa e a osteoartrite no quadril pode até mesmo causar dores no joelho. O desconforto geralmente é maior pela manhã, quando levantamos, mas pode ser maior ao participarmos de atividades esportivas ou após grandes esforços físicos, como uma grande caminhada”, explica o reumatologista Camilo Tubino, do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia.
Segundo ele, outra consequência da doença no quadril é a diminuição da amplitude do movimento. “Quem tem osteoartrite no quadril pode ter dificuldade, por exemplo, para separar as pernas, prolongá-las para trás ou mesmo sentar com as pernas cruzadas. Atividades absolutamente simples e cotidianas, como vestir meias, calçar sapatos e cortar as unhas dos pés, podem se tornar um verdadeiro suplício”, destaca o médico do CREB. “A inatividade piora o quadro, porque os quadris podem ficar mais rígidos após, por exemplo, um longo período de tempo sentado. O importante é que ao menor sinal de dor no local, é preciso procurar um especialista”, finaliza o Dr. Camilo.
Síndrome do túnel de carpo: ao menor sinal de dor no pulso, um médico deve ser consultado
Sintomas da Síndrome do túnel de carpo: Dor, formigamento, dormência e fraqueza nos dedos e polegares.
Esses são os principais sintomas da Síndrome do túnel do carpo, uma neuropatia causada pela compressão e irritação do nervo mediano no punho. “O túnel do carpo é um canal ósseo localizado no lado da palma do punho. O nervo é comprimido ali dentro, e as principais causas são por micro trauma de trabalho repetitivo. Operadoras e pessoas que passam o dia digitando são sérios candidatos à esta síndrome. Mas há alguns fatores predisponentes, como a obesidade, gravidez, artrite, diabetes e hipotireoidismo”, explica o ortopedista Francisco Wernerck, do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia.
As principais causas são por micro trauma de trabalho repetitivo
Segundo o ortopedista do CREB, portadores de síndrome do túnel de carpo também podem sentir dor no braço e no ombro. Outra queixa comum é uma sensação de que os dedos estão inchados. “Muitas vezes, o paciente encontra problemas segurar objetos. Há relatos, inclusive, de um sentimento de falta de coordenação também. O problema pode se estender por meses, até anos, se não tratado adequadamente”, garante o Dr. Francisco. Ele alerta que pode haver uma associação entre a síndrome do túnel de carpo com a artrite. O exame é clínico, mas o médico poderá pedir exames de imagens.
Já o tratamento, acrescenta o médico, depende da gravidade do caso e certamente inclui fisioterapia, acupuntura e uso de medicamentos específicos. “Ao menor sinal de dor no punho, um médico deve ser consultado. Principalmente profissionais que utilizam as mãos o dia inteiro, como digitadores, por exemplo. Uma boa atitude preventiva é evitar a flexão e extensão dos punhos várias vezes. Alongamentos na região também são bem-vindos”, finaliza ele.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619